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Arapiraca voltará a contar com uma maternidade pública com a construção do novo Hospital da Mulher. A unidade terá 157 leitos e capacidade inicial para realizar até 200 partos por mês, ampliando a assistência às gestantes, mães e recém-nascidos do município e de toda a região.
“Quando fui governador, nós fizemos história construindo o Hospital da Mulher. Além das dezenas de milhares de crianças que nasceram na unidade, o Hospital da Mulher, em Maceió, contribuiu para reduzir em 42% a mortalidade materna desde a sua inauguração”, afirmou Renan Filho.
“Agora é hora de fazer história de novo. Com o novo Hospital da Mulher de Arapiraca, o arapiraquense vai voltar a nascer em Arapiraca, e a mulher arapiraquense terá toda a estrutura com que Maceió já conta”, completou.
Referência regional
Mais do que abrir novos leitos, o hospital permitirá reorganizar a assistência materno-infantil no Agreste. A proposta é transformar Arapiraca em referência regional para os partos de risco habitual, oferecer atendimento especializado e reduzir os deslocamentos de gestantes que hoje precisam procurar assistência em outros municípios.
Entre janeiro e julho de 2026, Arapiraca registrou 2.108 partos, todos realizados no Hospital Regional de Arapiraca (HRA). Foram, em média, 301 procedimentos por mês. Com capacidade inicial para realizar até 200 partos mensais, o novo Hospital da Mulher poderá absorver o equivalente a aproximadamente dois terços da demanda atualmente concentrada no HRA.
A demanda potencial da nova unidade, entretanto, não se limita aos partos já realizados no Hospital Regional. Com a regionalização da assistência e a definição de novos fluxos de regulação, a maternidade poderá receber gestantes de outros municípios, absorver atendimentos hoje realizados em diferentes unidades e permitir que mulheres do Agreste e do Sertão que atualmente dão à luz fora de Arapiraca sejam atendidas mais perto de casa.
O crescimento do número de partos realizados no município deverá decorrer, portanto, principalmente da redistribuição e da concentração regional dos atendimentos, e não de um aumento da natalidade.
Pré-natal ligado à maternidade
A reorganização da Rede Materno-Infantil deverá começar ainda durante o pré-natal. A proposta é fortalecer a integração com a Atenção Primária à Saúde para que cada gestante conheça previamente a sua maternidade de referência e chegue ao momento do parto com o atendimento devidamente encaminhado.
Com a nova pactuação entre Estado, municípios e unidades de saúde, os partos de risco habitual poderão ser direcionados ao Hospital da Mulher. A definição mais clara dos fluxos também permitirá encaminhar as gestações de alto risco para as unidades adequadas a cada grau de complexidade.
Essa organização deverá reduzir a peregrinação das gestantes em busca de atendimento, melhorar o funcionamento da regulação e ampliar a segurança das mães e dos recém-nascidos. A nova estrutura também ajudará a desafogar o Hospital Regional, permitindo que a unidade concentre seus esforços nos atendimentos compatíveis com seu perfil assistencial.
Por ser uma maternidade nova, moderna e especializada, o Hospital da Mulher também deverá atrair parte da demanda espontânea hoje atendida por outras unidades. A expectativa é ampliar o acesso, reduzir barreiras geográficas e assistenciais e elevar a capacidade de resposta da rede pública de saúde em todo o Agreste.
“O anúncio da construção do Hospital da Mulher em Arapiraca representa a realização de um antigo anseio da população do nosso município, com a oferta de mais serviços.
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